domingo, 24 de novembro de 2013

Filtros

Eu abro a janela do meu apartamento no sétimo andar. A chuva ácida toca no meu rosto. É um alívio a água corrosiva que esfria e queima. O céu é preto amarelado, como o fundo de um grande cinzeiro. As luzes das janelas são pálidas, piscam dissimuladas. As cores estão todas erradas. Porque a vida não tem filtros, às vezes é baça, catarata, outras vezes é brilhante demais para enxergar.

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